sexta-feira, 25 de dezembro de 2009

tempo

vou passar duas semanas afastada. estarei com o noivo.

volto.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Mãe. Uma explicação.


"A mother is not a person to lean on but a person to make leaning unnecessary."
Dorothy Canfield Fisher
Lean on: contar com alguém, ter seu apoio, depender de alguém.Não gosto de traduzir porque sempre há algo que se perde no caminho. Mas lá vai:mãe não é a pessoa de quem depender, mas a pessoa que faz a dependência desnecessária."

Eu deveria ter traduzido. Mas postei tão rápido que me esqueci. E essa frase me deixou com a cara caída. Me disseram uma vez que não escolhemos as palavras, as frases, os poemas ou os livros: eles nos escolhem. 
É uma frase que me provocou. 
Depois que meu pai morreu, ficamos eu e minha mãe como uma família. Não temos mais ninguém. Meu pai cortou relações com os deles aos 15 anos, quando fugiu de um pai autoritário para fazer o que achasse melhor de sua vida. Minha mãe fugiu de casa porque estava grávida e o pai da criança não a assumiu. Eles se encontraram e desde então foram um a família do outro. A minha irmã não sabemos onde está, pois foi adotada antes que minha mãe se unisse a meu pai. Assim, minha família era ele e minha mãe. Ele se foi. Agora somos nós duas.
A questão é: por medo de que eu tivesse qualquer desilusão eles me criaram protegida. Superprotegida. Depois da morte dele, há 3 anos, eu fiquei sem chão. Ainda estou. 
Os pais devem apoiar e ajudar os filhos a caminhar no início, em seguida soltá-los para que possam caminhar sozinhos. Não devem ser apoio durante toda a vida, devem apoiar para que os filhos caminhem, aprendam e não precisem mais do apoio.O contrário do que houve comigo. Hoje em dia ainda não sei caminhar. Vivo perdida, vagando. Não piso firme. Ando aos tropeços.
É isso.

sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Mother


"A mother is not a person to lean on but a person to make leaning unnecessary."
Dorothy Canfield Fisher

quarta-feira, 16 de dezembro de 2009

Footos...ai que vergonha!!!

Bom, nessa dá pra ver que o ossinho tá começando a aparecer.












Contemplem a minha pança: inchada graças à maldita, danada, infernal menstruação. EEEh \o/
Sim, estou gorda. Não, mamãe não admite isso.
Para as favas todos.
Vou chegar aos 51 e ponto.
Hoje:66,2kg.
Quando chegar nos 60kg, coloco outra foto.

Excusa per la povera qualiata della photographia.

E tenho dito


Ah,
mas que caralho.
que porra.
que raiva.
e que vá para o diabo: chefe, trabalho, mercado consumidor, produtores, mercados em geral, vizinhos, parentes malas e intrometidos, livros de auto-ajuda, menimas- barbies- que- desfilam- pelo -shopping- maquiadas- e -perfeitas- mesmo -nesse -calor -maldito, a imobiliária, a caixa econômica federal e seu financiamento de fome para gente pobre como eu poder ter um teto para morar, a dona da casa onde eu moro, meu tio que acha que eu tenho mesmo é que me ferrar, a modernidade, os reality shows, as novelas, o paulo coelho, a internet lenta, o preço dos absorventes internos e remédios para cólica, o tecnicismo, a burocracia, a crítica literária, o academicismo, o ônibus lotado e quente, enfim.
Que vá tudo para o diabo. Inclusive eu.



Hoje: 66,2kg

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Uma Asceta


A idéia de sair caminhando.
Soltar-me de tudo.
Ser uma alma.
Isso tem me martelado mais do que o usual.
É algo que me chama para o "Não". Para a negação. Para a ausência de matéria, de corpo. Sabe? Queria uma leveza. Será isso a espiritualidade?
E eu não sei o que quero.
Uma sala.
Leve luz clara.
Muitos livros.
Frutas. Verduras. Vegetais. Legumes. Alimentação frugal.
Sem barulho. Só a água que se vai.
Sem noivo ou pessoas me chamando, me exigindo, pedindo, perguntando, querendo, desejando, procurando.
O que quero é a luz?
Sim, estou ficando por demais espiritual e não me adianta estudar a matemática compulsivamente.
Por isso me incomoda tanto o corpo. São seios e coxas. É o quadril. O corpo exige. O corpo é exigido. Mas isso me pesa tanto.
É como ser esmagada pela cintrura. Separada ao meio. É ser tão corpo e matéria que mal posso me distinguir de uma cadeira. E quando meu noivo me toca, parece que ele está é puxando uma cadeira.
Insisto que a busca pela leveza, pelo pouco peso e corpo mirrado transcende o estético para mim.
Tenho a sensação de que se pesar 50 quilos estarei mais próxima do meu eu aos 11 ou 12 anos. Nele havia o início de algo tão espiritual e luminoso. Algo tão próximo de estar no meio do mato, sabe? Sem ser um algo estranho em meio ao verde.
E eu não sei mesmo o que quero.
É tão óbvio que mesmo por mais fisicamente próxima a ela que eu fique...ah, não serei mais ela. Está tudo tão mudado.

Pausa para um longo suspiro.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

PARA A LIA

Olá,


não consigo visitar seu blog. Me dá permissão?

Lacônica


Eu odeio ficar menstruada.
E tenho dito.
1-Cólica: uma dor nas entranhas que me leva para bem perto dos portões do INFERNO.

2-Remédio para cólica: causa moleza, dor de estômago, faz cair a pressão e eu não consigo dar minha corrida MA-RA-VI-LHO-SA.

3-Vontade de vomitar, desmaiar e morrer.

4-Não posso fazer sexo.

5-Dá nojo. Toda hora me sinto suja e quero tomar banho de 2 em 2 horas.
6-Sinto muito calor. Quase uma febre.

7-Sinto desconforto e não posso estudar em paz. 

8-A celulite parece que se alimenta de TPM... sempre parece maior do que realmente é. E assim as roupas ficam horrorosas.

9-Fico deprimida porque não nasci homem. Porra!

10- Meu peito parece o de uma atriz de filme erótico...pois estão inchados.

PS: durante essa semana nem vou me aproximar da balança. Mas sinto que perdi peso pois meus braços e cintura estão mais finos.O rosto também. 
Quadril e pernas nem com reza brava afinam. 
Logo vai rolar umas fotinhas pois conseguirei uma CAM. 

kissus 4 u 

PS: que fique claro o quanto estou brava! E detesto ter um útero. Deveria ser permitido escolher, oras. 

sexta-feira, 11 de dezembro de 2009

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Yesterday my name was "an end";
Today my name is "empty space";
Tomorrow my name will be "rainy day".

*Para não esquecer: 
estudar o Espanhol; 
estudar o Esperanto;
buscar e transcender;

a meditação;
o jejum;
a suspensão do fôlego.
Assim escapar, passageiramente, à tortura.

domingo, 6 de dezembro de 2009

PS

Sou fraca.
Voltei a fumar.
Só uns dois cigarrinhos por dia.
Ai deus, que não sou de ferro.